Petrobras avalia Calçoene e Santana para base logística após início da exploração

Nov 3, 2025 - 18:42
Petrobras avalia Calçoene e Santana para base logística após início da exploração

A Petrobras estuda instalar um centro logístico no Amapá para apoiar operações na Foz do Amazonas, onde a perfuração exploratória começou na sexta-feira (24). A avaliação inclui as cidades de Calçoene e Santana, apontadas como potenciais bases estratégicas para futuras fases da atividade petrolífera na Margem Equatorial. O anúncio foi confirmado pelo governador Clécio Luís (SD) após reunião com executivos do setor no Rio de Janeiro.

Segundo o governador, a Transpetro ficará responsável pelos estudos técnicos e preliminares. “Estamos trabalhando muito também para preparar a mão de obra, para regularizar áreas, para garantir os incentivos, para mudar a legislação, se for preciso”, afirmou Clécio Luís (SD) durante o encontro, destacando que o objetivo é atrair investimentos e criar condições para expandir a infraestrutura estatal no estado.

Cidades candidatas – O centro logístico está associado a necessidades futuras de suporte à produção. Embora a fase atual opere a partir de Oiapoque, Clécio Luís (SD) informou que Calçoene e Santana são avaliadas para receber a estrutura por apresentarem capacidade de expansão e localização estratégica. Calçoene, com cerca de 11 mil habitantes, oferece ampla área disponível e proximidade com os blocos marítimos da Petrobras, enquanto Santana possui infraestrutura portuária pré-existente.

A estatal iniciou atividades exploratórias após autorização do Ibama. A perfuração, prevista para durar cinco meses, ocorre em uma área considerada promissora por compartilhar características geológicas com campos da Guiana. O governador afirmou que empresas como SBM Offshore, Siemens, Subsea 7 e Technip FMC demonstraram interesse em avaliar oportunidades no Amapá.

Impacto econômico e projeções – Clécio Luís (SD) afirmou que a exploração pode transformar a capacidade financeira do Amapá caso haja descoberta significativa e início da produção. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já declarou que, em caso de confirmação de volume comercial, a produção pode começar em até sete anos. O governo estadual projeta que os royalties poderão ser usados para ampliar infraestrutura e qualificação profissional.

Apesar do avanço, grupos ambientais manifestaram preocupação com potenciais impactos sobre territórios indígenas e áreas florestais preservadas. A Petrobras informou que cumpre exigências regulatórias e que os estudos sobre o centro logístico seguem em fase preliminar, sem previsão para conclusão.

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