Fábrica Jari Celulose vai paralisar novamente atividades no vale do jari.
Chega a informação de que a fábrica Jari Celulose vai parar novamente; serão desligados a caldeira 1 e o turbo gerador.
Uma negociação entre trabalhadores e direção da empresa não avançou por falta de pagamentos atrasados; a administração não cumpriu o acordo com a classe de trabalhadores.
A direção apresentou uma nova proposta, mas foi recusada pelos trabalhadores.
Veja a proposta.
Proposta de Pagamento & Continuidade Operacional
1. Proposta de Pagamento Emergencial
A empresa propôs pagar R$100,00 por dia para cada trabalhador que
comparecer, a partir do dia seguinte à reunião e até a próxima quarta-feira.
Esse valor será creditado no Flash (cartão), não em conta bancária, e
corresponde a uma antecipação de valores já devidos (não é bônus nem
adicional).
Após quarta-feira, os pagamentos dependerão da produção efetivamente
realizada: sem produção, não haverá pagamento.
Primeira parcela do 13º salário será paga no dia 11, com base na produção
existente e em estoque; saldo de dezembro e segunda parcela do 13º no dia
30/12, também condicionados à produção.
Salários atrasados de outubro e novembro continuam pendentes, sem
previsão clara de pagamento.
Dúvidas sobre se os pagamentos diários incluem sábados, domingos e
feriados. Ficou estabelecido que quem trabalhar nesses dias receberá, mas há
incerteza sobre transporte para todos.
Perguntas e Dúvidas
Como será feito o pagamento do saldo de novembro e outubro?
Os funcionários de férias e revezamento também receberão?
Será emitido documento oficial ou comunicado do RH sobre a proposta?
Como garantir transparência e equidade no pagamento dos valores para
diferentes equipes (produção x manutenção)?
Decisões
Proposta apresentada será levada ao setor de Utilidade para aceitação. Caso
não seja aceita, há risco de paralisação da fábrica.
Pagamento dos R$100,00/dia será feito exclusivamente para quem trabalhar,
incluindo justificativas por falta de transporte.
Ações
Cada gestor deve comunicar a proposta aos seus times e coletar reações e
aceitação.
Ponto de decisão: aguardar retorno do setor de Utilidade e de reuniões com
RH.
RH precisa definir e comunicar critérios para pagamentos em revezamento,
férias e justificativas de ausência.
2. Situação Operacional e Riscos
Paradas na produção previstas por falta de aceitação da proposta ou por
questões técnicas (compressor, falta de energia/caldeiras).
Problemas de estoque: licor antigo de 2022 pode não ter mais propriedades
adequadas, e não se pode concentrar devido a paradas na evaporação.
Equipes de manutenção alegam já estarem trabalhando antes mesmo da
produção e pedem tratamento igualitário.
Se não houver aceitação da proposta, fábrica pode parar de maneira
controlada, deixando apenas operações essenciais.
3. Sentimentos dos Trabalhadores
Insatisfação geral com a proposta: valores insuficientes para cobrir despesas
básicas (aluguel, energia, alimentação).
Reclamação sobre falta de comunicação ampla e reunião restrita a alguns
setores.
Ressentimento quanto ao não pagamento dos salários atrasados e 13º
integral.
Percepção de que a empresa encontra recursos para outros pagamentos
(transporte, aluguel de máquinas) mas não para salários.
Cada trabalhador avalia individualmente se vale a pena continuar ou buscar
alternativas de renda fora da empresa.
4. Alternativas e Próximos Passos
Empresa busca alternativas de financiamento/empréstimo para quitar valores
atrasados, mas sem garantia de sucesso a curto prazo.
Nova reunião agendada para obter retorno dos gestores e do setor de
Utilidade.
Possibilidade de nova negociação caso a proposta não seja aceita
Qual é a sua reação?



